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CONHEÇA O CENTRO POP: UM LUGAR DE ACOLHIMENTO À POPULAÇÃO DE RUA

CONHEÇA O CENTRO POP: UM LUGAR DE ACOLHIMENTO À POPULAÇÃO DE RUA

Equipamento pertence à Secretaria de Assistência Social. Lá, a população de rua encontra estrutura para recuperar a dignidade

 

 

Uma horta com plantas dos mais variados frutos e um ambiente acolhedor e gentil é o que encontra quem entra no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). O equipamento, que pertence à Secretaria de Assistência Social, oferece amparo à população de rua de Sertãozinho e àqueles que estão de passagem.

 

Com uma equipe técnica preparada para o acolhimento – que conta com psicólogos, assistentes sociais e pedagogos sociais - , o Centro POP acolhe atualmente cerca de 20 pessoas. “O Centro abre às 8h30, oferecemos café da manhã, almoço, lanche da tarde e às 17h fechamos. O pessoal fica com a gente aqui o dia todo. Quando fechamos, passamos uma lista para o albergue, com quem a Prefeitura tem parceria. E não tem tempo determinado para essa pessoa passar por aqui e pelo albergue”, explica Celso Luiz Garrefa, pedagogo social e diretor do Centro POP.

 

Quem está de passagem pela cidade e precisa de uma assistência também não fica de fora. “Para essas pessoas a gente oferece um serviço mais pontual. Ele está apenas no trecho e precisa, por exemplo, tomar um banho. Então ele entra, toma um banho, toma um café”, conta Celso.

 

O Centro POP também oferece assistência nos casos em que essas pessoas que estão na rua precisam de ajuda com documentos e passagens para outras cidades, conforme a possibilidade.

 

Apesar do carinho com que a equipe do Centro POP trabalha, muitos moradores de rua preferem não aderir ao serviço quando são abordados. O local é aberto para quem procura, mas a equipe também faz abordagens nos locais em que há mais aglomeração de população de rua.

 

As pessoas podem ligar ou a gente sai e visita locais onde as pessoas se aglomeram mais como na região central. Porém, há pessoas que não aceitam vir para o serviço. Nesses casos, não temos poder nem competência legal para exigir que a pessoa saia. Mas quem chega, fica aqui. Nós vamos tentando trabalhar no sentido de que ele consiga, devagar, organizar a sua vida”, reitera Celso.

 

Ele cita um exemplo do propósito do Centro POP na vida dessas pessoas: no momento, de todos os que frequentam o local, três já estão trabalhando com carteira assinada.

 

Damos esse tempo para eles organizarem um cantinho, terem o primeiro recebimento. Esse é o desafio do Centro POP: conseguir devolver para essas pessoas a dignidade, resgatar vidas”, finaliza Celso.